Bolsa de Valores Quebra em País Africano
Prefácio:
Quando eu era menor (e mais novo) eu observei na rua um velho senhor ruivo e calvo que falava algo que as pessoas que passavam não ligavam. Fiquei alí mais um tempo, observando aquele senhor com uma cara doce, e comecei a prestar atenção no que ele dizia. No início, confesso, eu não pude entender o que ele dizia. Fui ao Fredezan e comprei um cotonete. Voltei para perto daquele senhor e continuei sem entender uma palavra que saía da boca dele. Percebi que eu não deveria escutar com os meus ouvidos (limpos, por acaso) mas sim com o coração. Foi aí que eu não entendi nada mesmo e fui pra casa.
Introdução:
João foi ao banco em um dia ensolarado (um sábado de janeiro, para ser mais exato) e dirigiu-se à fila mais próxima. Atrás dele (João) chegou uma bela garota de saia e jaqueta (1,56, cabelo liso e sombra). Ele parecia se alegrar com a presença dela e viajou em seus (do João) pensamentos quando ela o interrompeu para pedir uma caneta emprestada. Como era de se esperar de nosso previsível amigo João, ele emprestou e eles começaram a conversar. Ele descobriu que ela é uma garota de família, que fica até tarde na rua e tem uma vida financeira ajustada. Tudo que ele queria! Mas tinha um problema: ela não devolvera a caneta dele (que valia, aproximadamente, R$3,45 na papelaria mais próxima). Mas João não se importou. Quando ela (a garota) saiu do banco ele (João) não pensou duas vezes: colocou para a esquerda e a seguiu (a garota).
Desenvolvimento:
João seguiu a garota até um prédio alto (17 andares), com janelas de vidro e um cartaz do Sepultura no 12ºandar. Ela tocou o interfone da HDL e esperou uma voz questionar "Quem é?". Foi o momento de maior atenção. Aquela pergunta era bastante importante. "Quem é?" repetiu a garota sem saber bem o que dizer. Mas ela disse "Sou eu" e a porta magicamente se abriu e a garota entrou. "Sou eu" repetiu João para si mesmo decepcionado. "Sou eu", foi o que João continuou repetindo para sí mesmo até chegar em casa. Mas João parou e refletiu que não era o único decepcionado: Madonna revelou ter se decepcionado com o marido; Gil esteve decepcionado com corrupção do PT; Jean decepcionou gays do Rio; até o técnico da Ucrânia, Oleg Blokhin, se declarou decepcionado com a eliminação de sua seleção da Copa, após a vitória por 3 a 0 da Itália. João sabia que não era o único. Foi aí então, que após alguns momentos de reflexão e auto-ajuda que João resolveu criar o Flogão do decepcionado.
Clímax:
João, apesar de decepcionado, não desistira de encontrar aquela garotinha que ele vira no banco há tantos anos atrás. Mas já se recuperara de todo o ocorrido após alguns anos. O flogão que ele criara era visitado diariamente por mais de 5 pessoas e todos os posts atingiram mais de 15 comentários (quase sempre do Gil, dos gays do Rio e do Oleg Blokhin). Aquilo era o estímulo que João precisava para sair a busca de sua amada garotinha de saia e jaqueta. Ele (João) voltou ao prédio aonde a vira entrar há tanto tempo. Parecia um sofrimento ficar parado lá esperando. Mas sua espera não fora em vão. Ele conseguira avistar uma garota saindo de lá. Uma garota semelhante àquela que ele se apaixonara há tão longo e sofrido tempo. Era ela! A garota! Ela estava a se aproximar e João não sabia o que falar. Ele fixava seu (da garota) olhar que continuava a caminhar. Quando ela chegou a unica coisa que João pensou em falar (e falou) foi "vim buscar minha caneta". Logo ela abriu um sorriso e disse "você não é o cara do banco?" isso foi tudo para João querer deletar seu Flogão. Eles continuaram a conversar e combinaram de se encontar novamente um dia.
Desfecho:
João e a garota se encontaram mais vezes e começaram a namorar. Foram os 5 meses mais felizes da vida de João aqueles em que eles namoraram. Mas depois o namoro acabou. O noivado começou. Eles se casaram, foram para uma lua de mel em Tunas no Rio Grande do Sul, tiveram 2 filhos e construiram um lar. Um dia ela foi comprar meio quilo de patinho no açougue e quando chegou em casa, tocou o interfone HDL e, quando lhe perguntara "Quem é" ela disse "Sou eu" e a porta se abriu.
Moral da História: Quando um decepcionado ama, não importa quem é.
