quinta-feira, abril 26, 2007

A Vida é Um Cão de Saia!

Apesar de saber ler escrever há 13 anos e uns quebrados eu nunca lí uma obra de Machado de Assis completa, muito menos de José de Alencar. Creio que não contam as várias obras completas de Mauricio de Souza que eu já li.

Não sou do tipo radical: nunca pulei de paraquedas, asa delta, bung jump. Só no radikale! Não ultrapasso os 40 km/h de bicicleta, não ando de moto sem capacete, não tento me equilibrar na berada de precipícios, não brinco de dar facadas entre os meus dedos em uma mesa, não ultrapasso o sinal vermelho em alta velocidade, não faço pacto de sangue com estranhos, não vou a lugares ermos de madrugada e jamais passou pela minha mente andar de esqueite.

Também não posso me julgar rebelde, afinal, jamais fugi de casa e nem quero, nem bati na minha mãe nem no meu pai, não tenho nada do Che Guevara na minha casa, menos ainda armas e eu sigo os demais, não te quero mais e mais, não insisto em mudar nem me jogo sem pensar.

Emo, apesar das críticas, eu não sou. Meu cabelo não é jogado na cara (nem que eu quisesse), não costumo chorar mais de uma vez a cada 4 meses, não sou TOPs / VIPs / ESTILOSOS / CHARMOSOS / BLA-BLA-BLAs do orkut nem estou em busca do estilo perfeito, não sou o SrtÒ Augostènho tio, sobrinho, mãe, pai, irmão e esposo de Deus e o mundo, não quero me casar com o vocalista do ForFun, não tiro fotos de cima, não tenho acessórios xadrez, não faço troca-troca com meus amigos e amigas nem tenho o cabelo azul e muito menos cicatrizes em forma de estrelas ou escritos de sofrimento.

Estilos musicais não vão me aceitar jamais. Eu escuto de tudo, pagode, funk, rock, samba, rap, xaxado, maxixe... só metal que eu evito! Pff... Não sei tocar nenhum instrumento musical descentemente. Só sei fazer uns harmônicos em dó menor sustenido com baixo em sol bemol no piano.

"Malaco" eu também não sou. Sei ler, contar, escrever, andar direito, falar, nunca matei ninguém, não assalto as pessoas, não vou aos bailes funk, não ando com uma faca, não ameaço os meus professores e amigos, não jogo Tibia... tá looonge!

Já tentaram falar que sou esportista. Essa nem cola. Jogo futebol igual a um cachorro manco, em outros esportes sou pior ainda e ainda sou menos resistente que um colibri.

Não sou gótico, skinhead, metaleiro, neonazista, comunista, socialista, facista, punk, yo, nem da turma da rua de baixo, menos ainda do Ku Klux Klan.

Pensei essas coisas quando num dia desses eu estava sentado tranquilamente em um banco de praça quando um sujeito chegou, olhou ao redor, procurou bem e gritou para alguem do outro lado da rua: Não tem ninguém aqui! Achei que ele tinha razão. Foi nessa hora que eu pensei em ir pra casa chorar, gritar, me cortar, pintar meu cabelo de azul e ser VIP do orkut, mas nessa hora eu lembrei do meu diploma de Flash e Digitação e me dei valor.

Posso ter um curriculo de vida pequeno, mas tenho algo que é grande, grande mesmo, e é o que importa de verdada em um homem: o coração.

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quarta-feira, março 07, 2007

A importância de uma hamonia na música brasileira

O cara do outro lado da rua poderia ser seu pai, mas é um mendigo pedindo esmola para comprar um pão para matar a fome de dias.

E o kiko?

Ele é só um elemento que perdeu oportunidades na vida!Se não teve sequer oportunidades, fudeu! Antes ele do que eu! A vida não pode ser boa para todos. Ele devia se orgulhar do último pão que comeu, mesmo que tenha sido há vários dias atrás. Essa gente sempre arruma motivo para reclamar da vida.

Se ele tivesse um salário mínimo para se alimentar, reclamaria que recebe pouco e gostaria de ganhar o dobro para poder beber mais cerveja com o pessoal da comunidade nos fins de semana.

Quando ganhasse 1000 reais mensais não acharia suficiente e gostaria de ter mais para poder esbanjar luxo em um carro bom, já que não se contenta com um Corvette 83 a álcool.

Aos R$1.000,00 semanais estaria com um pálio do ano passado novinho na garagem, mas teria inveja suprema do seu colega de trabalho: o filho-da-mãe tem um carrão de mais de 80.000 reais, sai no fim de semana sem se preocupar com a vida e nem trabalha muito.

Se uma promoção lhe fosse possível e ganhasse 15 mil reais inteirinhos todo dia 08 do mês ele acharia legal, porém o dinheiro não seria suficiente para comprar relíquias valiosas para seu patrimônio. Isso não lhe seria aceitável. O chefe investe milhões todos os meses.

Mas se a morte do chefe o colocasse em tal lugar, com todas as relíquias milionárias, estaria estressado com vida tão brutal e certamente revoltado com tudo ao redor. Passaria na rua com seu carro seguro e confortável e teria certa inveja do homem e pedindo esmolas na rua. Afinal ele não tem compromissos... é só ganhar o pão do dia e dormir feliz!


Autoria Desconhecida

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Céu Avermelhado

Já ouviu falar de Partenofobia?
Vamos a uma citação do meu professor de matemática:

"Partenofobia
[De parteno- + -fobia.]
1.Psiq. Medo mórbido de mulher virgem."

Mas os partenófobos, do jeito que o mundo está, não têm muito o que temer.
Tirando aquelas cipridófoboas, coitófobas ou erotófobas (todas indicam pessoas que têm medo do coito / relação sexual) não creio que haja alguém que vá fazer medo nos partenófobos.
Claro que ainda há os maieusófobos e tacófobas que têm medo de parir, e as pedófobas que têm medo de criança, e as uiófobas com medo do próprio filho que, caso não conheçam os muitos métodos anticoncepcionais, farão de tudo para evitar o "xuin-xuin". Nessa situação rola uma certa cipridófobia.
Ainda têm as pecatófobas que têm medo de pecar: antes do casamento não!
E o mais grave deles: o Pantofóbico! Esse tem medo de tudo.

sexta-feira, julho 21, 2006

Bolsa de Valores Quebra em País Africano

Prefácio:

Quando eu era menor (e mais novo) eu observei na rua um velho senhor ruivo e calvo que falava algo que as pessoas que passavam não ligavam. Fiquei alí mais um tempo, observando aquele senhor com uma cara doce, e comecei a prestar atenção no que ele dizia. No início, confesso, eu não pude entender o que ele dizia. Fui ao Fredezan e comprei um cotonete. Voltei para perto daquele senhor e continuei sem entender uma palavra que saía da boca dele. Percebi que eu não deveria escutar com os meus ouvidos (limpos, por acaso) mas sim com o coração. Foi aí que eu não entendi nada mesmo e fui pra casa.


Introdução:

João foi ao banco em um dia ensolarado (um sábado de janeiro, para ser mais exato) e dirigiu-se à fila mais próxima. Atrás dele (João) chegou uma bela garota de saia e jaqueta (1,56, cabelo liso e sombra). Ele parecia se alegrar com a presença dela e viajou em seus (do João) pensamentos quando ela o interrompeu para pedir uma caneta emprestada. Como era de se esperar de nosso previsível amigo João, ele emprestou e eles começaram a conversar. Ele descobriu que ela é uma garota de família, que fica até tarde na rua e tem uma vida financeira ajustada. Tudo que ele queria! Mas tinha um problema: ela não devolvera a caneta dele (que valia, aproximadamente, R$3,45 na papelaria mais próxima). Mas João não se importou. Quando ela (a garota) saiu do banco ele (João) não pensou duas vezes: colocou para a esquerda e a seguiu (a garota).


Desenvolvimento:

João seguiu a garota até um prédio alto (17 andares), com janelas de vidro e um cartaz do Sepultura no 12ºandar. Ela tocou o interfone da HDL e esperou uma voz questionar "Quem é?". Foi o momento de maior atenção. Aquela pergunta era bastante importante. "Quem é?" repetiu a garota sem saber bem o que dizer. Mas ela disse "Sou eu" e a porta magicamente se abriu e a garota entrou. "Sou eu" repetiu João para si mesmo decepcionado. "Sou eu", foi o que João continuou repetindo para sí mesmo até chegar em casa. Mas João parou e refletiu que não era o único decepcionado: Madonna revelou ter se decepcionado com o marido; Gil esteve decepcionado com corrupção do PT; Jean decepcionou gays do Rio; até o técnico da Ucrânia, Oleg Blokhin, se declarou decepcionado com a eliminação de sua seleção da Copa, após a vitória por 3 a 0 da Itália. João sabia que não era o único. Foi aí então, que após alguns momentos de reflexão e auto-ajuda que João resolveu criar o Flogão do decepcionado.


Clímax:

João, apesar de decepcionado, não desistira de encontrar aquela garotinha que ele vira no banco há tantos anos atrás. Mas já se recuperara de todo o ocorrido após alguns anos. O flogão que ele criara era visitado diariamente por mais de 5 pessoas e todos os posts atingiram mais de 15 comentários (quase sempre do Gil, dos gays do Rio e do Oleg Blokhin). Aquilo era o estímulo que João precisava para sair a busca de sua amada garotinha de saia e jaqueta. Ele (João) voltou ao prédio aonde a vira entrar há tanto tempo. Parecia um sofrimento ficar parado lá esperando. Mas sua espera não fora em vão. Ele conseguira avistar uma garota saindo de lá. Uma garota semelhante àquela que ele se apaixonara há tão longo e sofrido tempo. Era ela! A garota! Ela estava a se aproximar e João não sabia o que falar. Ele fixava seu (da garota) olhar que continuava a caminhar. Quando ela chegou a unica coisa que João pensou em falar (e falou) foi "vim buscar minha caneta". Logo ela abriu um sorriso e disse "você não é o cara do banco?" isso foi tudo para João querer deletar seu Flogão. Eles continuaram a conversar e combinaram de se encontar novamente um dia.


Desfecho:

João e a garota se encontaram mais vezes e começaram a namorar. Foram os 5 meses mais felizes da vida de João aqueles em que eles namoraram. Mas depois o namoro acabou. O noivado começou. Eles se casaram, foram para uma lua de mel em Tunas no Rio Grande do Sul, tiveram 2 filhos e construiram um lar. Um dia ela foi comprar meio quilo de patinho no açougue e quando chegou em casa, tocou o interfone HDL e, quando lhe perguntara "Quem é" ela disse "Sou eu" e a porta se abriu.


Moral da História: Quando um decepcionado ama, não importa quem é.

terça-feira, maio 30, 2006

Convênios Abaixo de Zero

Copa do mundo chegando e o Brasil parando. Nada melhor para a nossa economia: os índices de venda de bandeirinhas do Brasil para se colocar em todos os lugares menos imagináveis cresce a cada dia. Isso sem falar nas cornetinhas, camisinhas verde e amarelas, biscoito passatempo temático (são os que mais vendem), cadernos tilibra coloridos e, logicamente, bolas de futebol. Pena que isso dure somente algum tempo. Que venha a sexta estrela.
Seu Francisco, nordestino com orgulho, jura que se não for ao banheiro alguns minutos antes de um jogo do Brasil na copa, o Brasil não vence. Ainda está para nascer quem o desmentirá.
Vou colocar um pequeno diálogo aqui:

- Oi
- Oi. Tudo bem?
- Tudo bem.
- Mesmo?
- Na verdade não. Levei um pé na bunda ontem...

Esse diálogo poderia se estender por horas, mas ninguém quer saber as dores de um(a) chutado(a). É sempre a mesma ladainha. Sócrates dizia: "Melhor dois pés na bunda do que um no saco" (*).

Tem um pé de café na horta da minha casa.
Estudo mostra que as mulhes não têm se preocupado com suas próstatas. (suas? Delas ou suas mesmo? Você tem mais de uma próstata?). Isso é muito preocupante. A próstata é uma coisa muito importante no ser humano.

Quando eu tinha apenas quatro anos, por um motivo que eu não lembro, minha mãe me contou (perceba o verbo: contou) que 10 vezes 10 era (perceba também a conjugação do verbo) igual a 100. Isso era um bom motivo para eu me gabar quando alguem afirmava ser mais inteligente que eu. Mas uma vez me pegaram. Me recordo como se fosse ontem: no dia da quadrilha eu nao pudia mais usar meu artifício de maior inteligência pois já estavamos (ela eu nao sei) na quarta série e já tinhamos aprendido 'continhas de vezes' e a pessoa me perguntou se eu sabia quanto era x+y. Depois de muito exitar eu tive que adimitir que eu não sabia. Pobre de mim. Aposto que aquela vaca também não sabia. Eu tentei inventar que era igual a Z mas acho que não colou. Vaca. Se eu soubesse quem ela é eu me vingaria terrivelmente perguntando quanto é... huumm... quanto é 3 dividido por pí. Eu me recordo que dancei quadrilha de relógio no pulso direito apesar de minha mãe me falar que usar relógio no pulso direito era coisa de gente da roça (eu usei a desculpa de que eu ia dançar quadrília).

Se eu tivesse um cavalo eu iria pra escola a cavalo. Ia arrasar geral. Eu criaria meu cavalinho na horta aqui de casa (logicamente longe do meu pé de café) e ele poderia comer o mato maldito que tem aqui e passar as tardes pastanto perto do córrego com a cavalada que fica por lá. É lá o "point" da galerinha "cavala". Na escola ele ficaria tomando um solzinho perto do portão de saida. Talvez ele se chamasse Pé de Pano (em homenagem ao cavalo do pica-pau) ou Chuvisco (eu já ví na TV um cavalo com esse nome. Acho que era do Zorro). Tem uns cavalos muito caros no canal do boi. Nem sei pra que pagar tanto num cavalo que você nem conhece. Mas é certo que eu compraria spray amarelo e verde para pintar o meu cavalo durante a copa (além de uma bandeirinha pra "ispindurar" no rabo dele).

(*) - Sócrates nunca disse isso.

domingo, abril 30, 2006

Será Piúla só uma bela pedra?

Dentre as várias coisas contraditórias da vida vem à minha mente a vida do meu notório cãozinho doméstico: ele as vezes fica solitário com a cabeça e as orelhas baixas, sempre em um estado transitório de carência afetiva e sempre resmungando pelos cantos. Não sei se seria a melhor conclusão a tirar, mas eu realmente acho que ele é emo. Aposto que se ele tivesse uma franja ele a colocaria em frente ao olho esquerdo! Ele chora à toa. É só negar-lhe um nacho de pão e ele começa a chorar. Nunca ví. E eu já vi algumas fotos dele bem emos. Outro dia ví um corte na pata dianteira direita dele escrito PAIN. Caso preocupante. Já pensei em levá-lo a um analista.

Ah, meu CPF chegou outro dia em uma pequena e interessante carta sem remetente. Creio eu que seja do LULA. Agora sou mais cidadão do que antes e tenho que me declarar isento do imposto de renda. Isso é mt bom. Na verdade meu pai quem faz isso. O bom é que eu ainda não posso ser preso. Tenho mais um ano e qualquer coisa para cometer as maiores atroacidades. Posso brigar com as pessoas, roubar, matar sem que nada aconteça: a lei me ampara. Mas eu não tenho tempo para isso. E se eu tivesse e matasse, brigasse e roubasse eu não escreveria, já que a polícia anda quebrando o sigilo de tanta gente no orkut. Esse povo vê informação de graça e já acha uma maravilha. Sai na Veja que o Orkut é isso, Orkut é aquilo e os quarentões que nunca mexeram no orkut já se acham informados de tudo que é tecnologia e vêm debater com a gente "cuidado com as comunidades que você entra pq a polícia tá pegando, heim"... vê se eu sou otário de entrar em uma comunidade "Pedofilia é o que há" ou "Legalize já" ou então "Já mostrei a bunda para um policial". Eu nunca fiz nada disso nem concordo. E se já tivesse feito ou concordasse, não deixaria que as pessoas soubessem. Minha vida é um livro fechado!

sábado, abril 22, 2006

Ausência de Protinúria confirmada

Abaixo mais uma de meus ABOUTs do Orkut.
Sempre a falta do que fazer:
Agora está na moda colocar essas fotos de ângulos variados onde, na maioria das vezes, não consegue-se identificar a pessoa da foto. Por sorte ainda não mudei o meu nome para algum desses apelidos auto-colocados que ninguém me reconheceria: algo como 'Pluto Selvagem' ou 'Macaquinho Peralta' pois senão ninguém me reconheceria. Isso seria ruim, pensando-se em uma situação onde eu ADD (adicionaria) alguem como amigo e aparecesse "Macaquinho Peralta te adicionou" e sem foto reconhecível. Situação chata. Acontece muito. As vezes as pessoas até têm nomes e/ou fotos. Mas eu não conheço: essas pessoas se acharam populares demais para deixarem um scrap se identificando. Depois de toda essa embramação para pedir scraps com identificação (só desperdicei espaço em meu sagrado profile para isso porque está na moda) eu devo adimitir que nenhum ser humano que fosse me adicionar sem sequer identificar-se lerá isso.Não há nada melhor que aderir a modas. Depois de colocar uma foto onde não aparece direito minha cara e pedir scraps no caso de ADD eu estou pensando em colocar fotos no orkut com frases embaixo sem nenhuma relação com a foto. Tipo: Coloco uma foto de um frango frito e escrevo 'Nada se cria, nada se destroi: Tudo se transforma' me achando um poeta moderno. Em muitas vezes têm umas coisas retardadas tipo a foto de um telefone com a frase 'pq vc não me liga?'. Isso realmente dá nauzeas. Espero que você, brasileiro com cultura suficiente para ler o meu profile, não faça essas obscuridades virtuais. Talvez eu faça para aderir à moda.É interessante elogiar quem lê o meu profile... assim ninguem nunca se sente ofendido. Só se for ignorante o suficiente para reclamar sem ler. Aí esse sim pode se sentir ofendido. Outro dia foi a páscoa e eu não ganhei um ovo de chocolate. Talvez eu vá comprar no Baratelo um bom por um preço menor. Talvez eles façam um quebrado pela metade do preço.Eu acho que eu vou preencher um quadradinho alí em cima onde, na frente, está escrito "na moda (uso tudo o que é novo e atual)". Acho que se encaixou com minha pessoa. Que patético.
Algumas pessoas lêem lá. Mas aqui nunca!